Escola estadual interditada em Mossoró convoca alunos para aulas presenciais mesmo sem água e banheiros

Foto: TCM Notícia

Alunos da Escola Estadual Professora Maria Stella Pinheiro Costa, localizada no bairro Liberdade I, em Mossoró, foram convocados para retornar às atividades presenciais nesta quarta-feira (7), mesmo com a unidade ainda enfrentando problemas estruturais e sem condições adequadas de funcionamento.

A escola está interditada há quase um mês, após parte do teto de um banheiro, onde também havia uma caixa-d’água, desabar. Na ocasião, estudantes estavam no prédio, mas ninguém ficou ferido. Desde então, as atividades escolares vinham sendo realizadas de forma remota.

A decisão de retomar aulas presenciais provocou preocupação entre os estudantes. Segundo relatos encaminhados ao Mossoró Notícias, a medida estaria relacionada à situação de um professor que não utiliza redes sociais ou ferramentas tecnológicas para ministrar as aulas remotamente.

Em comunicado enviado aos alunos, a própria direção da escola reconheceu que a unidade continua enfrentando problemas no abastecimento de água e nos banheiros. A gestão teria orientado o professor a organizar um cronograma para que os estudantes permanecessem pelo menor tempo possível dentro do prédio.

A situação ganhou ainda mais repercussão após uma mensagem enviada na terça-feira (6) em um grupo de WhatsApp informar que as aulas presenciais seriam retomadas na tarde desta quarta-feira. A orientação aos alunos foi direta: “Cheguem cedo, levem água porque lá não tem. E também não tem banheiro.”

A convocação provocou reação dos estudantes, que buscaram o grêmio estudantil para cobrar esclarecimentos sobre as condições para a retomada das atividades. O grupo informou que procurou a direção da escola e aguardava orientações para repassar aos demais alunos.
O caso ocorre poucas semanas depois de um novo problema estrutural na unidade.

Em setembro, após o desabamento de parte do teto de um banheiro e do revestimento abaixo da caixa-d’água, a 12ª Diretoria Regional de Educação e Cultura (Direc) confirmou que as atividades presenciais seriam suspensas. Uma vistoria da Secretaria de Estado da Educação identificou a necessidade de demolir o antigo reservatório e construir uma nova estrutura.