Seis parlamentares do RN apoiam pedidos de CPI para investigar fraudes no Banco Master

Seis parlamentares do Rio Grande do Norte assinaram requerimentos no Congresso Nacional solicitando a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) para apurar suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025. A medida ocorre em meio à Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga indícios de fraudes bilionárias, falsificação de contratos, manipulação contábil, criação de ativos e fundos supostamente inexistentes, além da tentativa de transferir passivos ao Banco de Brasília (BRB), controlado pelo Governo do Distrito Federal.

Dois pedidos distintos de CPI foram protocolados. O primeiro, apresentado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ) na terça-feira (3), propõe a criação de uma CPI mista, com a participação de deputados e senadores. O requerimento já conta com 239 assinaturas de deputados e 42 de senadores, acima do mínimo necessário. Entre os parlamentares potiguares que assinaram estão os deputados Carla Dickson (União), General Girão (PL) e Sargento Gonçalves, além dos senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB).

O segundo pedido, apresentado pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), prevê a criação de uma CPI exclusiva na Câmara dos Deputados e soma 201 assinaturas. Nesse requerimento, a bancada potiguar é representada por Carla Dickson, Natália Bonavides (PT) e Sargento Gonçalves, com apoio formal do PT, que contribuiu com 42 assinaturas.

O Banco Master foi liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central, deixando um rombo estimado em cerca de R$ 40 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC). As investigações da Polícia Federal apontam fraudes superiores a R$ 12,2 bilhões, com possíveis impactos no patrimônio público e repercussões políticas em Brasília.

A expectativa é que a aprovação de uma CPI permita aprofundar a apuração sobre a atuação do Banco Master, identificar responsáveis pelas irregularidades e propor medidas para recuperar recursos desviados e fortalecer a fiscalização do sistema financeiro nacional.