RN registra segundo maior desequilíbrio fiscal do país entre receitas e despesas em 2026

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O Rio Grande do Norte apresentou o segundo maior desequilíbrio fiscal do Brasil no primeiro quadrimestre de 2026, segundo levantamento divulgado pela XP Investimentos. Entre janeiro e abril, as despesas estaduais cresceram 17,7% acima da inflação, em comparação ao mesmo período de 2025. Enquanto as receitas avançaram 5,3% no mesmo período, resultando em uma diferença de 12,4 pontos percentuais.

O resultado coloca o estado atrás apenas do Maranhão, que registrou um descompasso de 12,5 pontos percentuais entre o crescimento das despesas e das receitas.

O Rio Grande do Norte também liderou o crescimento dos investimentos no país nos quatro primeiros meses do ano. De acordo com levantamento da Aequus Consultoria, os investimentos liquidados pelo Estado cresceram 575,5% em relação ao mesmo período de 2025, percentual muito superior à média nacional, que ficou em 35%.

No primeiro quadrimestre deste ano, os investimentos realizados pelo governo estadual somaram R$ 402,8 milhões. Os números ganham relevância diante da situação fiscal do Estado, que encerrou o exercício de 2025 com déficit de aproximadamente R$ 3 bilhões, conforme dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Em nota, a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-RN) afirmou que os investimentos executados em 2026 são financiados por recursos provenientes de operações de crédito vinculadas ao Programa de Equilíbrio Fiscal. Segundo a pasta, os valores ingressaram nos cofres estaduais apenas neste ano e correspondem à execução de projetos estruturados anteriormente, sem relação com o calendário eleitoral.

Além do Rio Grande do Norte e do Maranhão, estados como Mato Grosso, Tocantins e Paraíba também registraram crescimento das despesas em ritmo superior ao das receitas. Em sentido contrário, Espírito Santo, Pará e Goiás apresentaram desempenho fiscal mais equilibrado, com crescimento das receitas acima da evolução dos gastos.