Brasil mira feito inédito e pode conquistar primeira medalha nos Jogos de Inverno

André perde mandato e Fernandes Melo (presidente da Câmara) assume - Fotomontagem: BSV

A participação brasileira nos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, na Itália, carrega um clima de expectativa e possibilidade histórica. Pela primeira vez, o país chega à competição com chances reais de subir ao pódio e conquistar uma medalha inédita na história olímpica de inverno.

Ao todo, 14 atletas brasileiros estarão em ação em cinco modalidades. Além do simbolismo esportivo, as medalhas também representam premiações financeiras. De acordo com valores definidos pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), atletas que competirem em provas individuais poderão receber R$ 350 mil pelo ouro, R$ 210 mil pela prata e R$ 140 mil pelo bronze.

Nas disputas por equipes, como no bobsled, as premiações são ainda maiores e divididas entre os integrantes: R$ 700 mil para o ouro, R$ 420 mil para a prata e R$ 280 mil para o bronze. Os valores, anunciados pelo COB em 2023, representam um aumento de cerca de 40% em relação ao ciclo olímpico dos Jogos de Pequim, em 2022.

Entre os principais nomes da delegação brasileira está Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino, apontado como a maior esperança de medalha. Ele disputará as provas de slalom e slalom gigante, ampliando as chances de um resultado histórico.

Outros atletas também aparecem como candidatos a surpreender. Nicole Silveira, campeã pan-americana e com três medalhas em etapas da Copa do Mundo de skeleton, surge como forte nome na modalidade. No snowboard, Pat Burgener completa a lista de brasileiros com potencial de pódio.

A estreia do Brasil na competição acontece nesta terça-feira (10), com Bruna Moura, Eduarda Ribeira e Manex Silva, que participam da prova de velocidade do esqui cross-country, dando início à caminhada brasileira em busca de um feito inédito no esporte olímpico de inverno.