Alta no preço do café reduz consumo no Brasil e provoca mudanças de hábito no RN

O aumento no preço do café tem impactado diretamente o consumo da bebida em todo o país. Dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), divulgados na última semana, mostram que o consumo nacional caiu 2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025, em comparação com o mesmo período anterior. No Nordeste, a redução foi de 1,72%, reflexo do encarecimento do produto ao longo do ano.

Segundo a Abic, o principal fator para a queda é a alta acumulada de 5,8% no preço do café entre janeiro e dezembro de 2025. Com isso, muitos consumidores passaram a reduzir a quantidade consumida ou a buscar alternativas para manter o hábito dentro do orçamento.

No Brasil, o consumo passou de 21,9 milhões de sacas de 60 quilos, no período entre novembro de 2023 e outubro de 2024, para 21,4 milhões de sacas no recorte mais recente, encerrado em outubro de 2025. No Nordeste, o volume consumido caiu de 5,8 milhões para 5,7 milhões de sacas no mesmo intervalo.

Os efeitos dessa redução também são sentidos no Rio Grande do Norte, onde o café faz parte da rotina diária da população. Com os preços mais elevados, consumidores têm adotado estratégias como diminuir o número de xícaras ao dia, optar por marcas mais baratas ou até substituir o café por outras bebidas em determinados momentos.

De acordo com a Abic, o consumo registrado no último período analisado corresponde a 37,9% da safra nacional de 2025, estimada em 56,54 milhões de sacas, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No Nordeste, o volume consumido representa cerca de 10% da produção total do país.

A entidade também lembra que o consumo interno de café já atingiu patamares mais elevados. O recorde foi registrado em 2017, quando o Brasil consumiu aproximadamente 22 milhões de sacas. Desde então, fatores econômicos, especialmente a variação de preços, têm influenciado diretamente o comportamento do consumidor.