Allyson expõe “pacote de maldades” do governo Fátima, que planeja cortes de mais de R$ 195 milhões em áreas públicas

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) acusou a gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) de preparar cortes superiores a R$ 195 milhões em recursos destinados a ações e projetos estaduais. As declarações foram divulgadas em um vídeo publicado na noite da quinta-feira (22), a três dias do segundo turno das eleições, marcado para domingo, dia 25.

Na gravação, Allyson classificou as medidas como um “pacote de maldades” e afirmou que um decreto sobre os cortes estaria pronto desde 11 de setembro, mas não teria sido divulgado à população antes da votação.

Segundo o candidato, as reduções atingiriam diferentes setores da administração estadual, incluindo segurança pública, educação, infraestrutura, assistência social e habitação.

Entre os valores mencionados por Allyson estão uma redução de mais de R$ 2 milhões para a Polícia Militar, um corte de R$ 2,4 milhões no Fundo Estadual de Segurança Pública e a diminuição de R$ 6 milhões nos recursos destinados à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern).

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER) também estaria entre os órgãos afetados, com uma redução de R$ 163 milhões, conforme os números apresentados pelo candidato.

Allyson argumentou que as medidas poderiam comprometer a prestação de serviços públicos e prejudicar a população que depende das políticas estaduais. Ele também atribuiu a situação financeira do Rio Grande do Norte à atual gestão e fez críticas a Cadu Xavier (PT), candidato ao governo apoiado por Fátima Bezerra e ex-secretário estadual da Fazenda.

As declarações ocorrem na reta final da campanha eleitoral, em meio à disputa entre Allyson e Cadu pelo comando do Executivo estadual.

Até as informações divulgadas na publicação original, não havia manifestação do governo estadual apresentada no material para responder especificamente às acusações sobre os cortes. Os valores e as possíveis consequências das medidas foram apresentados pelo candidato e dependem de confirmação por meio dos documentos oficiais e de esclarecimentos da administração estadual