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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve aumento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com os três últimos meses de 2025. O resultado foi divulgado nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e ficou ligeiramente acima da expectativa do mercado, que projetava expansão de 1%.
O desempenho representa o melhor resultado trimestral da economia nacional em um ano, sustentado principalmente pelo avanço da agropecuária, pela recuperação da indústria e pelo fortalecimento do consumo das famílias.
Na comparação com o mesmo período de 2025, o PIB apresentou alta de 1,8%, confirmando a trajetória de crescimento da atividade econômica nos primeiros meses deste ano.
Entre os setores produtivos, a agropecuária apresentou crescimento de 2,0% no primeiro trimestre. A indústria também mostrou recuperação, com expansão de 1,0%, revertendo a retração observada no último trimestre de 2025 e alcançando seu melhor desempenho desde o fim de 2023.
O setor de serviços, responsável por cerca de 70% da economia brasileira, manteve resultado positivo, embora em ritmo mais moderado. O segmento cresceu 0,5% entre janeiro e março, abaixo dos 0,7% registrados no trimestre anterior.
Pelo lado da demanda, o consumo das famílias avançou 1,0%, mostrando aceleração significativa em relação ao crescimento de apenas 0,2% observado no fim de 2025. Especialistas apontam que o mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo ao consumo contribuíram para o resultado.
O consumo do governo também registrou crescimento, com alta de 0,4%. Já os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo, cresceram 3,5%, recuperando-se da queda registrada no trimestre anterior.
No cenário econômico, medidas adotadas pelo governo federal, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e o lançamento do programa Novo Desenrola para renegociação de dívidas, ajudaram a estimular a atividade econômica. Além disso, o Banco Central iniciou neste ano o ciclo de redução da taxa básica de juros, promovendo dois cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual e levando a Selic para 14,50%.
Por outro lado, o setor externo apresentou resultados mistos. As exportações de bens e serviços recuaram 1,7% após sucessivos trimestres de crescimento ao longo de 2025. Já as importações avançaram 4,4%, indicando aumento da demanda interna e retomada das compras do mercado brasileiro no exterior.
Os números reforçam o cenário de expansão da economia nacional no início de 2026, apesar dos desafios impostos pelo contexto internacional e pelas pressões inflacionárias decorrentes da alta dos preços do petróleo no mercado global.