RN tem 20 casos confirmados de ciguatera em 2026

Foto: José Aldenir

Dados do quadro de distribuição dos casos compatíveis com a ciguatera, divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), mostram que o RN já registrou 20 confirmações loboratoriais para a intoxicação, em 2026. Conforme o levantamento, neste ano, há 27 surtos registrados, quatro casos isolados e 131 pessoas doentes.

Além dos casos confirmados, no mesmo período, o RN também contabilizou 64 pessoas com suspeita, 44 pessoas com confirmação laboratorial para histamina (reação alérgica).

Os dados fazem parte da série histórica de notificações entre 2022 e 2026 e mostram crescimento no número de surtos registrados neste ano em comparação aos anteriores. Em 2025, foram contabilizados 13 surtos, dois casos isolados e 88 pessoas doentes. Naquele ano, 54 pessoas tiveram confirmação laboratorial para ciguatera e 31 permaneceram como suspeitas.

No acumulado entre 2022 e 2026, o Rio Grande do Norte soma 47 surtos registrados, sete casos isolados e 249 pessoas doentes relacionadas a casos compatíveis com ciguatera. Ao todo, 96 pessoas tiveram confirmação laboratorial para a doença ao longo do período analisado, enquanto 103 casos permaneceram como suspeitos. Também foram registradas 44 confirmações laboratoriais para histamina, todas em 2026.

Segundo a Sesap, os principais sinais e sintomas da ciguatera aparecem entre 30 minutos e 24 horas após a ingestão do pescado contaminado. Entre eles estão: Dor abdominal; náuseas; vômitos; diarreia; dores de cabeça; cãibras; coceira intensa; fraqueza muscular; visão turva; e gosto metálico na boca.

Os sintomas podem persistir por semanas ou meses. Ainda segundo a Sesap, não existe tratamento específico ou antídoto para a ciguatera. O tratamento é voltado para o controle dos sintomas apresentados pelos pacientes.

Diante de sintomas compatíveis com intoxicação, A Sesap orienta a população a procurar imediatamente os serviços de saúde, informando o consumo de pescado nas últimas 48 horas. A recomendação também é identificar a espécie consumida e preservar sobras do pescado, acondicionadas e congeladas, para posterior coleta pela Vigilância Sanitária.

O órgão ainda orienta evitar o consumo de pescados associados a relatos de intoxicação por ciguatera, especialmente aqueles de procedência desconhecida.