Procura pela primeira CNH cresce quase 86% no RN e ultrapassa 39 mil processos em 2026

O número de pessoas que iniciaram o processo para obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) cresceu 85,77% no Rio Grande do Norte entre janeiro e julho de 2026, em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Departamento Estadual de Trânsito do RN (Detran-RN).

Ao todo, foram registrados 39.349 processos de primeira habilitação nos sete primeiros meses deste ano, contra 21.181 no mesmo intervalo de 2025. A diferença representa 18.168 processos a mais.

O crescimento ocorre após mudanças nas regras para obtenção da CNH, implementadas a partir de dezembro de 2025. Entre as principais alterações estão a oferta gratuita do curso teórico pela internet e a redução da carga mínima obrigatória de aulas práticas, que passou de 20 horas para duas horas.

Junho foi o mês com o maior crescimento percentual na abertura de processos para a primeira habilitação. Foram registrados 6.645 processos em 2026, contra 1.686 no mesmo mês de 2025, uma alta de 294,1%.

Em abril, o número também apresentou crescimento expressivo, passando de 3.524 para 7.412 processos, o equivalente a um aumento de 110,3%. Já em março, foram contabilizados 9.559 processos, contra 4.024 no ano anterior, uma elevação de 137,5%.

Apesar do avanço no acumulado, fevereiro foi o único mês do período analisado a registrar queda. Foram 2.665 processos em 2026, diante de 2.840 em fevereiro de 2025, redução de 6,2%.

As novas regras permitem que os candidatos realizem gratuitamente o curso teórico on-line, por meio do aplicativo CNH do Brasil, e flexibilizam a formação prática, com possibilidade de contratação de instrutores autônomos credenciados.

Mesmo com a redução das exigências de carga horária, os candidatos continuam obrigados a passar pelos exames médico e psicológico e pelas provas teórica e prática.

Apesar do aumento na procura pela primeira habilitação, representantes do Sindicato dos Centros de Formação de Condutores do RN (SindFC-RN) afirmam que a ampliação dos processos não compensou a redução das horas de aulas contratadas nas autoescolas.

Segundo o sindicato, as mudanças provocaram queda no faturamento de parte dos estabelecimentos e levaram empresas a reduzir equipes. Diante desse cenário, centros de formação têm buscado se adaptar às novas regras e incentivar os candidatos a realizar mais aulas práticas do que o mínimo exigido, como forma de reforçar a preparação e a segurança no trânsito.