Fumaça de queimadas suspende aulas em escolas e universidades de Manaus

As aulas presenciais das redes municipal e estadual de ensino de Manaus, além das atividades acadêmicas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), foram suspensas nesta segunda-feira (19) devido à piora na qualidade do ar provocada pela fumaça das queimadas na região amazônica.

A medida busca reduzir a exposição de estudantes, professores e demais profissionais da educação à poluição atmosférica. A decisão também afeta o funcionamento presencial de instituições de ensino superior, com possibilidade de realização de atividades remotas, conforme as orientações de cada instituição.

Segundo a Prefeitura de Manaus, as aulas presenciais da rede municipal permanecem suspensas nesta segunda-feira. Dados da Defesa Civil municipal apontaram que a concentração média de partículas finas (PM2,5) chegou a 150,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³) às 6h de domingo (18), índice considerado péssimo.

A fumaça está associada ao aumento dos focos de calor no interior do Amazonas, que contribuem para a dispersão de poluentes em direção à capital.

A UEA e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) anunciaram a suspensão das atividades presenciais entre os dias 19 e 23 de outubro. A Universidade Federal do Amazonas também interrompeu as atividades acadêmicas e administrativas presenciais nos campi de Manaus e Itacoatiara nesta segunda-feira (19) e no turno da manhã de terça-feira (20).

Na rede estadual, as aulas nas escolas da capital foram suspensas em todos os turnos nesta segunda-feira. No interior do estado, unidades de ensino de Autazes e Nova Olinda do Norte também foram incluídas na medida, conforme informações divulgadas pelo Portal Conecta AM.

A retomada das atividades presenciais dependerá da evolução das condições ambientais e das orientações divulgadas pelas instituições e autoridades responsáveis.

A exposição à fumaça das queimadas pode provocar irritação nos olhos e nas vias respiratórias, tosse, dor de cabeça e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças preexistentes estão entre os grupos que exigem maior atenção.

Diante do cenário, a recomendação é evitar exercícios e atividades físicas ao ar livre, reduzir a exposição à fumaça e permanecer, sempre que possível, em ambientes internos protegidos da entrada de poluentes. Caso apareçam sintomas respiratórios intensos ou persistentes, a orientação é procurar atendimento de saúde.

A situação reforça a preocupação com os efeitos das queimadas sobre a saúde pública e a rotina da população amazonense, enquanto as autoridades acompanham os índices de poluição e as condições para a retomada das atividades presenciais.

Imagem: Estadão