Tite comemora vitória dominante do Botafogo sobre a Chapecoense: “Tínhamos essa responsabilidade”

Tite comemora vitória dominante do Botafogo sobre a Chapecoense: "Tínhamos essa responsabilidade"

Em atualização
O Botafogo venceu a Chapecoense por 1 a 0, gol de Tiquinho Soares, em jogo válido pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro. Essa foi a primeira vitória de Tite no comando da equipe em sua quarta partida.
Atuações do Botafogo: Tiquinho é o melhor em vitória sobre a Chapecoense; dê suas notas
O placar magro não traduz o que o time apresentou em campo. Foram 14 finalizações botafoguenses na direção do gol defendido por Anderson, que foi um dos destaques da partida, e nenhuma da Chape, motivo de comemoração para o técnico.
— Uma retribuição ao carinho do torcedor. A gente sente do lado de fora e o atleta dentro de campo. Nós tínhamos a responsabilidade de desempenhar um bom futebol e vencer. Sendo consistente. Tivemos um volume muito grande, número de oportunidades e sem dar ao adversário essas chances — analisou Tite.
A partida marcou o reencontro do ídolo alvinegro Tiquinho Soares com as redes em frente à torcida que o consagrou e entoa a música que o exalta.
A entrada dele foi uma das mudanças promovidas por Tite para a partida, barrando Arthur Cabral para colocar o camisa 9 em seu lugar. Ele ajudou ainda a romper uma seca de três meses sem que atacantes da equipe conseguissem fazer gols.
— Talvez tu possa responder melhor que eu e eu possa sentir todo trabalho que o Tiquinho faz, seu dia a dia, seu carisma, o quanto atrai de energia legal para o grupo independente de iniciar jogando ou não. Tem uma história marcante dentro do Botafogo. Normalmente o marcador do Matheus Martins tira o meio para impedir a finalização e dá o fundo e o Tiquinho tem uma presença de área impressionante. É sempre uma oportunidade de gol — exaltou Tite.
Tite em Botafogo x Chapecoense
André Durão
A vitória levou o Botafogo a 39 pontos e garantiu um respiro na briga contra o rebaixamento. O time salta para a 12ª posição e abre, momentaneamente, sete pontos de vantagem para o Internacional, primeiro time dentro do Z-4. Veja outras respostas de Tite:
Huguinho no banco
— Às vezes o que mais me dói como técnico não é a escalação dos onze, é deixar alguns atletas que trabalham sério e com qualidade fora. Para primeiro (volante), ele não é um jogador tão posicional. O jogador posicional é o Domingos, o Allan. Ele é um 5/8. Um jogador que chega na frente e finaliza de média distância e tem bom passe. E que a gente fica com esses garotos todos com possibilidade de utilizá-lo tendo essa necessidade.
O que falta?
— Tu falou de predominância nossa, tivemos e oportunidades reais. Goleiro adversário fez uma grande partida. Teve um volume muito grande, senão 80% do jogo. Mas quando não faz o segundo gol fica sempre o sentido de “será?” Mas o time se manteve concentrado. A saída alternada a três atrás foi importante. O Ziyech está buscando melhor condicionamento e tu traz Medina com muita dinâmica. É uma equipe nova, mas se manter desempenho que é dominante em três quartos do jogo está sempre perto de vencer. Mesmo buscando ajustes.
Ziyech
— Falta parte física e ritmo. A qualidade técnica dele é impressionante, porém (falta) uma rotação e uma condição física que vai dar essa adaptação e vai dar o ritmo do futebol brasileiro também. Vai elevar esse nível de desempenho.
Equilíbrio
— Esse box to box o Danilo e o Huguinho tem. A competição entre os atletas faz elevar o nível técnico. O campo fala. Mesmo assim, com as observações que você disse de ajustar, a equipe não sofreu. Isso é consistência. Linha de três montada. Ferraresi fazendo a saída, Marçal dando segurança, o Telles sendo elemento surpresa. Ele tem muito bom pé, é articulador e jogou assim como na seleção brasileira. Esses ajustes ofensivos eles são por vezes de pequenos detalhes, de características de cada um. Eu colocava para eles o seguinte: “vamos repetir o desempenho que tivemos contra o Coritiba e acrescentar a precisão de finalização”. Só não precisava acertar dez no gol e o goleiro ser o melhor em campo (risos).
Próximos jogos
— Cada jogo tem sua história e não podemos projetar a situação dessa para o outro jogo. É difícil, a gente começa a trabalhar o próximo jogo agora. Tento analisar o jogo, a circunstância, às vezes a necessidade que um jogo te dá… Como foi com o Tiquinho cansado, pedindo cinco minutos mais. Até brinquei para ele pedir para sair. Às vezes o jogo pede um cara mais vertical, mais dinâmico, outro pede um cara mais criativo… Eu gosto de manter a estrutura defensiva sólida, mas na frente ela vai se moldando, se ajustando e aí cada jogo tem uma história.
Postura
— A equipe conseguia furar o bloqueio. No segundo tempo, priorizei ficar com a bola. Triangula, inverte de um lado e bate do outro que você cansa a equipe para depois verticalizar. Mesmo que às vezes exija um jogo lateral e mais curto. Porque senão fica bate e volta. Não dá. Essa foi orientação. Para ter esse ponto de equilíbrio e criar as chances que teve.
Manutenção de Tiquinho
— O campo fala. Nós da comissão temos que enxergar desempenho e promover competição de forma leal. Eleva o nível técnico da equipe. Isso é no treinamento. Se não fizer um treinamento bem feito, não reproduz no jogo. Queremos elevar o nível competitivo para subir o nível técnico. Para ouvir “os dois estão bem, quem você vai escalar?” Fico muito feliz quando ouça essa pergunta.
Crescente do time
— A equipe foi sólida, competitiva, colocou um volume de oportunidades. Talvez ser mais ainda, ter finalizações mais precisas para traduzir em gols esse volume que a gente tem.
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