Foto: Myke Sena/MS
O Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer, a partir de agosto, mais uma dose de reforço da vacina contra a poliomielite para todas as crianças de 4 anos. O esquema era feito até 2024, mas agora passa a ser ofertado exclusivamente com a vacina injetável.
Até 2024, eram aplicadas três doses da vacina injetável, produzida com o vírus inativado. Em seguida, eram aplicadas mais duas doses de reforço com a vacina oral, de vírus enfraquecido, conhecida como “gotinha”.
No entanto, como em situações muito raras, o vírus atenuado da vacina oral pode sofrer mutações e provocar a doença, o Ministério da Saúde decidiu utilizar exclusivamente a vacina injetável, suprimindo a segunda dose de reforço.
Com a mudança mais recente, o esquema volta a ser de três doses aos dois, quatro e seis meses para conferir a proteção básica. Duas doses de reforço aos 15 meses e aos quatro anos de idade, para complementar a prevenção.
Nas cinco ocasiões serão aplicadas a vacina inativada injetável. Todas as crianças menores de 5 anos que não tiverem recebido as cinco doses devem ser levadas ao posto de saúde para verificar a necessidade de atualização vacinal.
A mudança no esquema de vacinação foi decidida após reunião da Câmara Técnica Assessora em Imunizações e comunicada pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI) em uma nota técnica na semana passada. Ela passa a valer a partir do dia 3 de agosto.
A vacina é recomendada aos menores de 5 anos porque essa é a faixa etária que têm maior risco de desenvolver quadros graves após a infecção pelo vírus. No entanto, em situações de surto, os adultos também podem ser vacinados.
O Brasil não registra casos de poliomielite há 37 anos e em 1994 recebeu o certificado de área livre de circulação do vírus. No entanto, apesar de estar erradicado em grande parte do mundo, o vírus da polio ainda circula em alguns países e a vacinação é a única forma de prevenir a doença e evitar que ela volte a causar surtos.