A caçada ao foragido da Penitenciária Agrícola Mário Negócio (PAM) terminou de forma rápida na manhã deste sábado (12) [12/09/2026]. Bartogaleno Alves Saldanha, conhecido no meio criminal pelo apelido de “Bartô”, foi localizado e preso por policiais militares da Força Tática do 2º Batalhão no bairro Bom Pastor, em Mossoró.
A recaptura encerra uma intensa operação de buscas que mobilizou policiais penais e militares desde o meio da manhã de sexta-feira (11) [11/09/2026].
Fuga na ida ao banheiro durante atividade laboral
Bartogaleno é apontado pelas autoridades como um preso de alta periculosidade, acumulando condenações por crimes de homicídio (Artigo 121 do Código Penal). Por apresentar bom comportamento recente, ele havia alcançado o status de “preso classificado”, o que lhe dava a permissão para realizar atividades laborais e serviços de manutenção interna dentro das dependências do complexo penal.
Contudo, na manhã de sexta-feira, o detento utilizou a confiança do benefício para traçar sua rota de fuga. Sob o pretexto de ir ao banheiro durante o expediente de trabalho, “Bartô” conseguiu burlar a vigilância e escapou do perímetro do presídio sem deixar rastros imediatos.
Cerco e prisão no bairro Bom Pastor
Assim que a ausência do apenado foi notada pelos policiais penais de plantão, um plano de cerco foi montado com o compartilhamento de informações de inteligência entre a Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP) e a Polícia Militar.
No início da manhã deste sábado, uma guarnição da Força Tática do 2º BPM realizava incursões preventivas no bairro Bom Pastor quando identificou o suspeito. Ao perceber que seria abordado, ele não ofereceu resistência. Bartogaleno recebeu voz de prisão imediata e foi contido pelos militares, sendo conduzido à Delegacia de Polícia Civil para a lavratura dos procedimentos de recaptura.
Perda de regalias e abertura de sindicância
A recaptura do homicida foi comunicada oficialmente à coordenação do sistema prisional. “Bartô” foi reconduzido à Penitenciária Mário Negócio, mas agora deve sofrer duras sanções disciplinares. Devido à evasão, o preso perde o direito de exercer atividades laborais internas e regressa para o regime fechado estrito em pavilhões de segurança máxima.
A direção da unidade prisional instaurará uma sindicância administrativa interna para apurar detalhadamente as falhas estruturais que permitiram a fuga na ida ao banheiro e avaliar se houve negligência na escolta do apenado.