Potiguar Maria Rizonaide conquista ouro no Open das Américas de halterofilismo

Foto: Douglas Magno/CPB

A potiguar Maria Rizonaide da Silva colocou novamente o Rio Grande do Norte no topo do pódio internacional. A atleta conquistou a medalha de ouro no Open das Américas de halterofilismo, disputado na Cidade do México, no México. A competição integra o calendário internacional da modalidade e é importante na corrida por pontos para o ranking classificatório dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.

Maria venceu a categoria feminina até 50 quilos. Logo na primeira tentativa, a potiguar conseguiu validar o levantamento de 101 quilos, marca suficiente para garantir a primeira colocação. As outras duas tentativas foram invalidadas pela arbitragem.

Mesmo sem alcançar a marca que pretendia, a campeã brasileira conseguiu um resultado importante para o ciclo paralímpico. Maria é a atual recordista brasileira da categoria, com 110 quilos, e o desempenho no México fez a atleta entrar no grupo das dez melhores do ranking que serve como base para a classificação para Los Angeles 2028.

Na disputa pelo ouro, a potiguar terminou à frente da venezuelana Oriana Velazquez, que levantou 97 quilos, e da mexicana Mariana Rentería, que alcançou 63 quilos.

Após a conquista, Maria destacou a importância do resultado, mas admitiu que esperava alcançar uma marca maior durante a competição.

“Estou levando mais um ouro para o Brasil e consegui entrar no ranking que a gente tanto almeja. Gostaria de ter feito uma marca maior, vim com esse objetivo. Então agora é trabalhar mais”, afirmou a atleta.

Outro potiguar no pódio

O Rio Grande do Norte também foi representado por Júnior França, que conquistou a medalha de prata na categoria masculina até 59 quilos. Nascido em Natal e atleta com artrogripose, ele alcançou 174 quilos em sua melhor tentativa e terminou atrás apenas do chileno Juan Carlos Acevedo, que levantou 176 quilos.

O desempenho dos potiguares contribuiu para a campanha brasileira no Open das Américas. A competição é uma das etapas consideradas importantes pela World Para Powerlifting para os atletas que buscam classificação para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles.

No ciclo até 2028, o ranking terá papel decisivo na definição dos classificados. Por isso, além das medalhas, cada marca obtida em competições elegíveis pode representar um passo importante na caminhada rumo à próxima Paralimpíada.

Para Maria Rizonaide, o ouro na Cidade do México representa justamente isso: uma conquista internacional e, ao mesmo tempo, mais um avanço na luta por um lugar entre as melhores do mundo em busca da vaga para Los Angeles.