Foto: Justin Setterfield/AFP
A classificação da Argentina para as quartas de final da Copa do Mundo de 2026 segue repercutindo fora das quatro linhas. Após a vitória de virada por 3 a 2 sobre o Egito, a Federação Egípcia de Futebol formalizou uma queixa à Fifa contra a equipe de arbitragem comandada pelo francês François Letexier, alegando erros que teriam influenciado diretamente no resultado da partida.
Os egípcios chegaram a abrir 2 a 0 no placar, mas sofreram a reação argentina em uma atuação decisiva de Lionel Messi. Apesar da classificação dos sul-americanos, o duelo ficou marcado por fortes reclamações da delegação africana em relação à arbitragem.
Segundo a Federação Egípcia, presidida por Hany Abo Rida, foram contestados principalmente dois lances: um gol anulado de Zico, ainda na primeira etapa, e um possível pênalti não assinalado em favor do Egito momentos antes da jogada que originou o terceiro gol da Argentina.
A entidade solicitou à Fifa a abertura de uma investigação sobre a atuação de Letexier e de seus assistentes, além de pedir que o quarteto francês seja retirado das escalas de arbitragem para o restante da Copa do Mundo.
As críticas também partiram dos protagonistas da seleção egípcia. O atacante Zico, autor do gol invalidado, questionou a decisão da arbitragem, enquanto o técnico Hossam Hassan foi ainda mais contundente ao afirmar que o árbitro francês “talvez tivesse algo a esconder”.
Enquanto aguarda um posicionamento oficial da Fifa sobre a denúncia, o episódio reacendeu o debate sobre a arbitragem na competição e também sobre a quantidade de penalidades marcadas em favor da seleção argentina nas últimas Copas do Mundo.
Argentina lidera ranking de pênaltis nas duas últimas Copas
Com o pênalti marcado diante do Egito, a Argentina chegou à marca de oito penalidades a favor nas Copas do Mundo de 2022 e 2026, liderando com folga o ranking entre todas as seleções.
A equipe comandada por Lionel Scaloni recebeu cinco cobranças na campanha do título em 2022 e outras três nesta edição do Mundial. O número é o dobro da Inglaterra, segunda colocada, com quatro pênaltis no mesmo período.