A Seleção Brasileira está classificada para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Depois de um primeiro tempo de domínio sem efetividade, o Brasil mostrou poder de reação, venceu o Japão por 2 a 1 de virada e agora aguarda o vencedor do confronto entre Costa do Marfim e Noruega para conhecer seu próximo adversário.
A equipe brasileira começou a partida propondo o jogo, controlando a posse de bola e empurrando o Japão para o campo de defesa. O problema foi transformar esse volume em oportunidades realmente perigosas. Rayan buscou jogadas individuais, Matheus Cunha levou perigo em algumas investidas, enquanto Lucas Paquetá e Bruno Guimarães tentavam acelerar a construção das jogadas, mas a falta de objetividade manteve o placar zerado.
O Japão, por sua vez, fez exatamente o que precisava. Esperou o momento certo. Em um contra-ataque bem executado, aproveitou o espaço deixado pela defesa brasileira e abriu o placar. Um gol que premiou a eficiência japonesa muito mais do que o volume ofensivo. O goleiro brasileiro praticamente não teve responsabilidade no lance.
Durante boa parte da partida, o Brasil encontrou dificuldades para romper o bloco defensivo adversário. A circulação de bola era intensa, mas previsível, facilitando o trabalho da marcação japonesa.
A mudança começou com a entrada de Endrick no lugar de Paquetá, que deixou o campo sentindo um problema físico. A equipe ganhou mais presença ofensiva, intensidade e passou a pressionar ainda mais.
Bruno Guimarães quase empatou em uma cabeçada firme que obrigou o goleiro japonês a trabalhar e inflamou a torcida brasileira. Pouco depois, foi a vez de Casemiro desperdiçar uma excelente oportunidade pelo alto. Na insistência, porém, o volante apareceu novamente dentro da área e, desta vez, cabeceou para as redes, deixando tudo igual.
O empate fez justiça ao desempenho brasileiro e aumentou ainda mais a pressão sobre os japoneses. A Seleção passou a dominar completamente as ações. Vinícius Júnior esteve muito perto de marcar um dos gols mais bonitos desta Copa do Mundo, mas parou em grande defesa do goleiro adversário.
A virada veio da maneira que o jogo indicava. Com paciência, maturidade e sem perder o controle emocional, o Brasil encontrou os espaços até que Gabriel Martinelli apareceu para marcar o gol da classificação.
Foi uma vitória construída na persistência. O Brasil ainda precisa transformar seu domínio em maior eficiência ofensiva desde os primeiros minutos, mas demonstrou capacidade de reação, personalidade e força coletiva quando esteve em desvantagem. Em mata-mata, essas características costumam ser tão importantes quanto o brilho individual.
Agora, a Seleção volta as atenções para o próximo desafio. O adversário nas oitavas de final sairá do confronto entre Costa do Marfim e Noruega, na caminhada brasileira em busca do hexacampeonato.