Fotógrafo: Rafael Ribeiro / CBF
O Brasil venceu a Austrália por 4 a 2 nesta terça-feira (29), reagiu depois de sofrer a virada e mostrou capacidade de resposta, principalmente no segundo tempo. O resultado é importante para dar confiança ao grupo e a Carlo Ancelotti, mas não pode esconder os problemas que a Seleção ainda apresenta. O time começou bem, abriu o placar com Vanderson, mas perdeu o controle da partida e permitiu que os australianos virassem antes do intervalo.
A reação veio ainda no primeiro tempo, com Raphinha cobrando pênalti, e o Brasil voltou melhor depois do intervalo. As entradas de Endrick, Estêvão e Andrey Santos deram mais intensidade ao ataque, enquanto Bruno Guimarães marcou o terceiro e Vinicius Junior fechou o placar. Foram bons sinais, especialmente pela capacidade de reação e pela participação dos jovens, mas ainda é cedo para tratar a atuação como uma resposta definitiva.
O principal alerta está na organização. A Seleção ainda precisa proteger melhor a defesa, diminuir os espaços entre os setores, controlar mais o meio-campo e transformar o talento individual em força coletiva. Contra a Austrália, houve momentos de bom futebol, mas também períodos de instabilidade que mostram que o trabalho de Ancelotti ainda está em construção.
O Brasil venceu, mas ainda não convenceu. E talvez essa seja a leitura mais justa deste jogo. A vitória merece ser comemorada, mas não pode maquiar as deficiências. O desafio agora é fazer com que a Seleção não seja apenas uma equipe capaz de vencer, mas uma equipe capaz de controlar os jogos, apresentar identidade e, principalmente, voltar a convencer dentro de campo.