Mossoró perde o corredor e professor Alcivan Costa

A sexta-feira amanheceu estranha e sem o farto sorriso de Alcivan Costa. Me pergunto: como será aquela esquina do Memorial da Resistência, no Programa Viva Rio Branco aos domingos, sem sua presença para conversar, dialogar após quilômetros corridos e aquele boa tarde animado, incentivando a prática esportiva?

Alcivan era figura carimbada das corridas mossoroenses. Sempre disposto, apoiava a todos, registrava cada foto e compartilhava com carinho. Em Mossoró, eventos como a Corrida da Liberdade e o Circuito Sesc integram uma cultura esportiva que reúne atletas de diferentes idades e trajetórias e ele geralmente estava por lá, “em todas”.

Há perdas que interrompem rotinas, mas também nos obrigam a olhar com mais atenção para as histórias que existem ao nosso redor. A de Alcivan é uma delas. Um professor que dedicou décadas ao ensino, um corredor que encontrou no esporte uma forma de viver e uma pessoa que conquistou o carinho de diferentes segmentos da sociedade mossoroense. Nos alerta para as surpresas da vida, principalmente em relação a saúde, e lembrar de como somos frágeis, mas podemos ser fortes em inspiração. Alcivan era assim.

Mossoró perde Alcivan Costa, mas o legado de quem ensina, inspira e cria vínculos não desaparece com a partida. Permanece nas lembranças dos alunos, nas histórias compartilhadas pelos corredores, na memória dos colegas e no carinho de todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele. Porque, no fim, a marca mais importante que alguém deixa não é a distância percorrida, mas o caminho que ajudou outras pessoas a encontrar.