O fim da janela partidária — período que permite a troca de legenda sem perda de mandato — provocou uma mudança significativa no equilíbrio de forças da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
Com a movimentação dos deputados, o cenário político foi redesenhado e evidenciou o enfraquecimento do PSDB, partido liderado pelo presidente da Casa, Ezequiel Ferreira.
Entre os principais beneficiados está a federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, que ampliou sua bancada de cinco para oito parlamentares, passando a ocupar posição de destaque no Legislativo estadual.
O PL também ganhou força e alcançou o mesmo número de deputados — oito ao todo — consolidando-se como uma das maiores bancadas da Assembleia.
Já a federação União Progressista, que reúne União Brasil e Progressistas, ficou com quatro representantes.
O MDB, por sua vez, encolheu e passou a contar com apenas um deputado: Hermano Morais. Ele deixou o PV para se filiar à legenda e deve disputar o cargo de vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra.
Desde o início, a estratégia do MDB foi não formar uma bancada expressiva na Assembleia, priorizando a disputa por cargos majoritários.