Foto: reprodução/rede social do jogador
A goleada por 6 a 2 sobre o Panamá serviu para muito mais do que ampliar a confiança da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo. A atuação no Maracanã deixou claro que Carlo Ancelotti ganhou novas opções — e também novas dúvidas — para a definição do time titular.
O principal nome da partida foi Igor Thiago. O atacante aproveitou a oportunidade recebida pelo treinador italiano e respondeu da melhor forma possível: com gol, movimentação constante e participação direta nas ações ofensivas da equipe. Em uma seleção que ainda busca alternativas para o comando de ataque, o centroavante mostrou que pode ser mais do que uma opção de banco.
Outro destaque foi Lucas Paquetá. Atuando com liberdade para organizar as jogadas, o camisa 8 controlou o ritmo da partida e foi o principal articulador da equipe. Além da qualidade técnica, mostrou intensidade na recomposição e participação decisiva na construção das jogadas ofensivas. Quando Paquetá joga em alto nível, a Seleção ganha criatividade e equilíbrio.
Se Igor Thiago e Paquetá chamaram atenção, Danilo Santos também deixou uma excelente impressão. O atacante do Botafogo entrou com personalidade, marcou seu gol e mostrou características que agradam qualquer treinador: velocidade, agressividade e capacidade de atacar espaços. Em um setor ofensivo extremamente disputado, o jovem reforçou sua candidatura por mais minutos durante o Mundial.
Mas talvez o maior ponto de reflexão para Ancelotti tenha sido Vinícius Júnior.
O atacante fez um primeiro tempo de alto nível, participando das principais jogadas ofensivas da Seleção e sendo decisivo na construção da vantagem brasileira. Quando encontra espaço, Vinícius segue sendo o jogador mais desequilibrante do elenco. No entanto, sua queda de rendimento na etapa final e o crescimento de outros concorrentes ao longo da partida aumentam a discussão sobre a melhor formação ofensiva para a Copa.
A goleada não trouxe apenas respostas. Trouxe dúvidas positivas para uma comissão técnica que, pela primeira vez desde a chegada de Ancelotti, parece ter mais opções do que problemas para resolver.
Se por um lado o favoritismo de alguns nomes permanece intacto, por outro jogadores como Igor Thiago e Danilo Santos mostraram que a disputa por espaço está longe de estar definida.
E, para qualquer seleção que sonha com o título mundial, esse costuma ser um excelente sinal.