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Nesta terça-feira (26), o secretário de saúde do RN, Alexandre Motta, afimou, em entrevista ao G1, que os exames feitos na menina de 10 anos, internada com suspeita de contaminação pelo detergente da marca Ypê, não apontaram contaminação pelo produto.

De acordo com o secretário, os exames apontaram um quadro de eritema infeccioso (quinta doença), causado por parvovírus. Ela recebeu alta no dia 20 de maio.
A Secretaria Municipal de Saúde de Natal (SMS) também se manifestou, por meio de nota, e informou que a vigilância sanitária da capital aguarda mais resultados para desfecho do caso, mas que “a principal suspeita não está relacionada ao detergente”.
Eritema infeccioso
Segundo o secretário Alexandre Motta, que também é médico infectologista, o eritema infeccioso é um vírus que é passado através da respiração, sendo mais comum em crianças.
O quadro, segundo ele, tem semelhanças com a rubéola, com algumas distinções, envolvendo riscos para pessoas com baixa imunidade.
“Alguém que, por ventura, tenha um câncer avançado, alguma coisa desse tipo, de fato pode desenvolver risco. Mulheres grávidas também, que passam para o bebê, podem desenvolver risco de abortamento”, reforçou.
Sobre o detergente utilizado pela menina, o secretário disse que, como o produto já estava usado, o laboratório estadual de saúde não faz testes nele “porque pode ter havido contaminação depois de aberto”.
Os produtos fechados do lote 1 da marca Ypê foram recolhidos dos mercados após determinação da Anvisa.