Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Rio Grande do Norte terminou o segundo trimestre de 2026 com uma taxa de desemprego de 5,6%, acima da média nacional de 5,4%, segundo dados da Pnad Contínua divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (14). O resultado coloca o estado fora do grupo das unidades da Federação com os menores níveis de desocupação.
O contraste fica ainda mais evidente quando o RN é comparado com estados que apresentam indicadores significativamente melhores. Santa Catarina registrou apenas 2,1% de desemprego, seguido por Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Enquanto essas economias conseguiram manter o índice abaixo de 3%, o Rio Grande do Norte permanece acima da média brasileira, revelando que a recuperação do mercado de trabalho não ocorre no mesmo ritmo em todo o país.
O cenário mostra que reduzir o desemprego não significa, necessariamente, superar as dificuldades estruturais do mercado de trabalho. O RN avançou na comparação trimestral, mas o indicador ainda sinaliza uma realidade menos favorável do que a observada em boa parte do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Em um estado que busca ampliar oportunidades e renda, permanecer acima da média nacional serve como um alerta sobre os desafios que ainda precisam ser enfrentados para transformar a melhora do indicador em empregos mais numerosos e oportunidades mais consistentes.