Um brasileiro de 39 anos foi preso nos Estados Unidos, acusado de comercializar documentos de identificação falsificados para imigrantes em situação irregular. O caso é investigado pela Justiça federal no estado de Massachusetts, e o suspeito poderá enfrentar até 15 anos de prisão, caso seja condenado.
Identificado como Romulo Ferreira de Oliveira, o brasileiro mora em Braintree, na região metropolitana de Boston. Ele foi preso no dia 13 de outubro e compareceu a uma audiência judicial três dias depois.
De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Romulo é acusado de vender documentos falsificados em duas ocasiões, em julho deste ano. As negociações teriam sido realizadas com um informante confidencial que colaborava com as autoridades.
Na primeira transação, realizada em 18 de julho, ele teria vendido um cartão de residente permanente, conhecido como Green Card, e um cartão do Seguro Social dos Estados Unidos. O negócio teria custado US$ 200.
Dez dias depois, em 28 de julho, o brasileiro teria negociado outros 11 cartões falsos do Seguro Social e uma carteira de habilitação brasileira falsificada. Segundo informações divulgadas pela imprensa norte-americana, o valor combinado para essa segunda encomenda foi de US$ 1 mil, equivalente a aproximadamente R$ 5,3 mil.
O cartão do Seguro Social é utilizado em diferentes procedimentos administrativos e trabalhistas nos Estados Unidos, enquanto o Green Card comprova a autorização de residência permanente no país.
Segundo a acusação, o brasileiro responde a duas imputações relacionadas à transferência consciente de documentos de identificação falsos. Se condenado, poderá receber pena de até 15 anos de prisão, três anos de liberdade supervisionada e multa de US$ 250 mil, aproximadamente R$ 1,25 milhão.
O acusado também está sujeito à deportação após o cumprimento de eventual pena.
O processo é conduzido pela Procuradoria dos Estados Unidos em Massachusetts, com participação de agentes de investigações de segurança interna e da polícia local.
Apesar da prisão e das acusações, Romulo Ferreira de Oliveira ainda não foi considerado culpado. Conforme o Departamento de Justiça norte-americano, as informações apresentadas nos documentos judiciais são alegações, e o acusado é presumido inocente até que haja comprovação de culpa.
Fontes: Departamento de Justiça dos Estados Unidos e informações da imprensa norte-americana.
Imagem: Tribunal Distrital dos EUA