O Brasil está eliminado da Copa do Mundo, e a derrota por 2 a 1 para a Noruega pode ser resumida em uma palavra: efetividade.
Logo aos dois minutos, os noruegueses chegaram a balançar as redes em um lance anulado por impedimento. O gol não valeu, mas serviu de aviso. A Noruega mostrava que precisava de pouco para levar perigo.
O Brasil teve a grande oportunidade aos 13 minutos, quando Bruno Guimarães desperdiçou um pênalti. É claro que fica o questionamento: era ele o cobrador ideal ou Vinicius Júnior deveria assumir a responsabilidade? Mas não adianta transformar Bruno no único culpado. O futebol é coletivo.
A Seleção tentou construir jogadas principalmente com Martinelli, Vinicius Júnior e Matheus Cunha. O escolhido para ocupar a vaga de Lucas Paquetá mostrou personalidade e justificou a confiança de Carlo Ancelotti. O problema foi outro: faltou transformar volume em gols.
As chances desperdiçadas fizeram diferença. Aos 34 minutos, um passe errado de Danilo quase resultou em um contra-ataque fatal. Antes do intervalo, Vinicius ainda teve boa oportunidade, mas parou no goleiro norueguês, em um primeiro tempo abaixo do que costuma apresentar. Nos acréscimos, Alisson precisou fazer uma defesa importante enquanto a Noruega insistia nas bolas alçadas para Haaland.
No segundo tempo, o Brasil praticamente não viu a bola nos primeiros minutos. Ancelotti tentou mudar o cenário com a entrada de Endrick. Na primeira participação, o atacante teve uma chance claríssima, talvez a melhor da Seleção até aquele momento, mas desperdiçou.
Do outro lado, o goleiro da Noruega crescia a cada defesa e se transformava no principal nome da partida. Depois vieram as entradas de Neymar e Danilo, mas o panorama pouco mudou.
Até que Haaland apareceu. E quando um atacante desse nível recebe a oportunidade, dificilmente perdoa. A Noruega abriu o placar, enquanto o Brasil seguia acumulando oportunidades desperdiçadas. Simplesmente não era o nosso dia.
Nos minutos finais, a Seleção ainda encontrou um pênalti. Neymar converteu a cobrança e marcou aquele que acabou sendo seu último gol com a camisa da Seleção Brasileira. Um gol importante pela história do jogador, mas insuficiente para evitar a eliminação.
O Brasil perdeu porque foi pouco efetivo quando criou e excessivamente passivo durante boa parte do segundo tempo. Em uma Copa do Mundo, desperdiçar tantas oportunidades contra um adversário que tem Haaland do outro lado costuma custar caro. E custou a classificação.