Ação da Polícia Civil cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em Natal, Mossoró e Fortaleza. Investigação apura possível liberação irregular de veículos mediante pagamento de vantagens ilícitas.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Agrado 2, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre um possível esquema de fraudes e favorecimento ilícito em procedimentos administrativos relacionados ao Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran/RN).
A operação foi realizada simultaneamente em Natal e Mossoró, no Rio Grande do Norte, e em Fortaleza, no Ceará, como desdobramento de uma investigação que apura possíveis irregularidades em trâmites administrativos do órgão e a suposta liberação indevida de veículos mediante o pagamento de vantagens ilícitas.
Por determinação do Poder Judiciário, foram expedidos 20 mandados de busca e apreensão, cumpridos em endereços residenciais e profissionais ligados aos investigados. Durante as diligências, os policiais buscam documentos, aparelhos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar na elucidação dos fatos.
Além das buscas, a Justiça determinou uma série de medidas cautelares diversas da prisão. Entre elas estão o monitoramento eletrônico de quatro suspeitos e o afastamento e a suspensão das funções de cinco servidores públicos.
Também foram determinadas oito medidas de proibição de acesso, frequência ou aproximação das dependências do Detran/RN por parte dos investigados.
Entre os alvos da investigação estão um supervisor do Detran/RN em Mossoró e um advogado. Segundo a apuração, os envolvidos são investigados por possíveis crimes de corrupção passiva e ativa, inserção de dados falsos em sistema de informações, falsidade ideológica e organização criminosa.
Investigação continua
A Polícia Civil informou que as investigações permanecem em andamento. O material apreendido durante a operação será analisado pelas equipes responsáveis pelo inquérito e poderá contribuir para esclarecer a dinâmica das supostas irregularidades e identificar a eventual participação de outros envolvidos.
As medidas determinadas pela Justiça têm caráter cautelar e buscam preservar provas e impedir eventual continuidade das práticas investigadas enquanto o procedimento policial segue em andamento.
Os investigados serão submetidos ao devido processo legal, e a responsabilização criminal dependerá da apuração dos fatos e das decisões das autoridades competentes.