As escutas telefônicas analisadas pela Polícia Federal no âmbito das investigações sobre supostas irregularidades na área da saúde não apontam qualquer envolvimento do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). De acordo com o material apurado, não há menções diretas, referências indiretas ou indícios que sugiram participação, conhecimento prévio ou autorização do gestor em relação aos fatos investigados.
O conteúdo das interceptações é considerado conclusivo ao afastar suspeitas levantadas nos últimos dias. Allyson Bezerra não aparece como alvo das conversas monitoradas pela Polícia Federal, o que fragiliza tentativas de vinculá-lo a um esquema que, até o momento, não encontra respaldo nos autos da investigação.
Desde a deflagração da Operação Mederi, no último dia 27 de janeiro — que ocorreu em seis municípios do Rio Grande do Norte, incluindo Mossoró — o prefeito adotou uma postura pública firme e imediata. Em pronunciamento, negou qualquer envolvimento com irregularidades e reafirmou confiança no trabalho da Justiça e dos órgãos de controle.
Além das declarações, a própria condução administrativa da gestão municipal tem sido apontada como elemento que reforça sua posição. À frente da Prefeitura de Mossoró, Allyson Bezerra implantou medidas voltadas ao controle e à transparência na área da saúde, como a adoção de um sistema do Governo Federal para controle, armazenamento e distribuição de medicamentos — iniciativa reconhecida por reduzir riscos de desvios e aprimorar a gestão pública.
Com o avanço das investigações, os elementos reunidos até agora convergem para a mesma conclusão: não há irregularidades atribuídas ao prefeito. O que se observa é um gestor que enfrenta as acusações com serenidade, transparência e a tranquilidade de quem confia que os fatos e as provas prevalecerão sobre especulações e tentativas de distorção.