Calor extremo entra em campo: Brasil e Noruega ajustam preparação para duelo das oitavas

Foto: Dylan Martinez/Reuters

O confronto entre Brasil e Noruega, marcado para domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, promete ser decidido não apenas pela qualidade técnica das equipes. A forte onda de calor que atinge a região de Nova Jersey deve transformar o clima em um dos protagonistas da partida, com previsão de sensação térmica de até 46°C.

As autoridades locais emitiram alertas à população e recomendaram que atividades ao ar livre sejam evitadas durante o fim de semana do feriado da Independência dos Estados Unidos. Em algumas cidades da região, protocolos de emergência foram ativados devido às temperaturas excepcionalmente elevadas.

Na Seleção Brasileira, a comissão técnica de Carlo Ancelotti tem ajustado a programação para minimizar os efeitos do calor. A estratégia inclui controle rigoroso da hidratação, treinamentos em horários mais amenos e atenção especial ao desgaste físico dos jogadores, especialmente após a sequência de partidas eliminatórias.

Do outro lado, a Noruega já chegou aos Estados Unidos preparada para enfrentar as altas temperaturas. Desde o início da Copa, a seleção escandinava monitora diariamente o nível de hidratação dos atletas por meio de testes de urina, além de acompanhar a perda de líquidos antes e depois dos treinamentos. Ainda antes do Mundial, os noruegueses realizaram sessões de sauna como parte da adaptação ao clima norte-americano, muito diferente das condições encontradas em seu país.

Dentro de campo, a Fifa manterá o protocolo adotado durante toda a competição, com pausas técnicas para hidratação no meio de cada tempo. A expectativa é de que o ritmo da partida seja diretamente influenciado pelas condições climáticas, exigindo inteligência tática, controle físico e boa gestão do elenco durante os 90 minutos.

Enquanto o Brasil tenta confirmar o favoritismo e seguir na busca pelo hexacampeonato, a Noruega aposta na força ofensiva liderada por Erling Haaland para surpreender. Porém, antes mesmo de a bola rolar, as duas seleções já sabem que precisarão vencer um adversário que não escolhe lado: o calor extremo.