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A conquista do bicampeonato da UEFA Champions League pelo Paris Saint-Germain teve um dos momentos mais marcantes longe da taça e da comemoração. Logo após Gabriel Magalhães desperdiçar a cobrança decisiva que garantiu o título do PSG sobre o Arsenal, o primeiro gesto de Marquinhos foi correr em direção ao companheiro de Seleção Brasileira para consolá-lo.
A final, disputada em Budapeste, terminou empatada por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação. Kai Havertz abriu o placar para o Arsenal, enquanto Ousmane Dembélé deixou tudo igual para o PSG. Nas penalidades, os franceses venceram por 4 a 3 após Gabriel Magalhães isolar a última cobrança dos ingleses.
Em meio à explosão da conquista europeia, Marquinhos deixou a celebração em segundo plano para abraçar o zagueiro brasileiro, que deixou o gramado aos prantos. A cena rapidamente ganhou repercussão internacional e evidenciou uma característica cada vez mais associada ao defensor do PSG: a liderança.
Capitão do PSG e escolhido para liderar a Seleção Brasileira no ciclo da Copa do Mundo, Marquinhos demonstrou mais uma vez que sua importância vai além da qualidade técnica. Em um esporte marcado pela pressão e pela exposição dos erros, o defensor mostrou empatia ao amparar um companheiro que vivia o momento mais difícil da carreira.
O gesto ganha ainda mais peso pelo histórico do próprio Marquinhos. Em 2022, o zagueiro também viveu o drama de perder um pênalti decisivo pela Seleção Brasileira na eliminação para a Croácia, na Copa do Mundo do Catar. Talvez por isso tenha sido o primeiro a entender a dor de Gabriel Magalhães naquele instante.
Mais do que um abraço, a atitude reforça o perfil de liderança que a Seleção Brasileira busca para a próxima Copa do Mundo. Em uma geração cercada de jovens talentos, Marquinhos segue mostrando que capitania não se resume a erguer troféus, mas também a estar presente nos momentos de derrota.