Foto: Pedro Sodré / Ascom Seel
A Confederação Brasileira de Futebol finalmente parece pronta para dar um passo que o futebol brasileiro pede há anos: a implantação do impedimento semiautomático no Campeonato Brasileiro. E mesmo chegando depois do prometido, a novidade representa um avanço importante para um esporte que convive semanalmente com polêmicas de arbitragem. Quem acompanha cada rodada do Brasileiro sabe bem a tamanha demora para simplesmente definir um lance de impedimento, muitas vezes por detalhes milimétricos.
A previsão da CBF é iniciar a tecnologia a partir da 20ª rodada da Série A, logo após a Copa do Mundo de 2026. Antes disso, a entidade fará duas rodadas de testes em jogos oficiais para calibrar o sistema e evitar falhas na estreia definitiva.
O sistema utiliza câmeras de alta velocidade e inteligência artificial para detectar automaticamente a posição dos jogadores no momento do passe. A análise acontece em segundos e tende a tornar as decisões mais rápidas e objetivas. Claro que o atraso da CBF também merece críticas. A entidade havia prometido o uso da tecnologia desde o início do Brasileirão de 2026, mas esbarrou em problemas estruturais, instalação incompleta dos equipamentos e necessidade de homologação dos estádios.
Ainda assim, é melhor estrear depois e funcionando corretamente do que repetir os erros que o VAR apresentou nos primeiros anos no Brasil, quando faltavam treinamento, padronização e até comunicação clara com o torcedor.