Brasileira é presa na Indonésia com 3,6 kg de cocaína escondidos em frascos de cosméticos

Uma brasileira de 36 anos foi presa na Indonésia, suspeita de tráfico internacional de drogas, após ser flagrada com 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em frascos de cosméticos. A apreensão ocorreu no Aeroporto Internacional de Bali, e o caso foi divulgado por autoridades locais em outubro.

Identificada pelas iniciais TCDS, a mulher foi detida por agentes da Polícia Regional de Bali durante uma fiscalização no terminal de chegadas internacionais. Segundo as informações divulgadas, a droga estava disfarçada em embalagens de produtos de cuidados pessoais.

A investigação está sob responsabilidade da Diretoria de Narcóticos da polícia local, que busca identificar a origem da substância, os responsáveis pelo envio e o destino final da remessa. A operação contou com a participação da Alfândega de Ngurah Rai.

A brasileira permanece detida enquanto as autoridades dão continuidade aos procedimentos legais. Caso seja condenada por tráfico de drogas, ela poderá enfrentar penas que incluem prisão perpétua ou pena de morte, conforme a legislação indonésia.

A CNN Brasil informou que procurou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) para obter informações sobre o acompanhamento consular do caso, mas ainda não havia recebido resposta até a publicação da reportagem.

O caso reacende a atenção para a severidade das leis antidrogas da Indonésia. Em 2015, dois brasileiros condenados por tráfico de cocaína foram executados por fuzilamento, apesar das tentativas de intervenção diplomática do governo brasileiro.

Marco Archer Cardoso Moreira foi executado em janeiro daquele ano. Ele havia sido preso em 2003, após ser flagrado com cocaína escondida em equipamentos de voo livre.

Em abril de 2015, foi a vez de Rodrigo Muxfeldt Gularte, preso após tentar entrar no país com cocaína escondida em pranchas de surfe. Ele também foi condenado à pena de morte.

A legislação rigorosa do país asiático mantém o tráfico de drogas entre os crimes que podem resultar em punições extremas. Por isso, o caso da brasileira segue sob atenção enquanto as autoridades investigam as circunstâncias da apreensão.

Imagem: Polícia Nacional da Indonésia